A Fábrica de Louça Progresso foi fundada em 1886 por Jacinto Martins Cardoso e Zeferino Augusto da Costa, marcando o início da produção de cerâmica industrial na ilha Terceira. A sua criação respondeu à crescente procura por louça utilitária e decorativa.
Na década de 1920, a unidade foi adquirida por Amadeu Monjardino, passando a denominar-se Fábrica de Cerâmica Terceirense. Sob esta nova designação, diversificou os modelos e técnicas, incorporando influências da faiança portuguesa e inglesa, como o uso de estampilhagem e vidrados coloridos. Ao longo do tempo, a fábrica conheceu vários proprietários e adaptações, mantendo-se como um importante polo económico e cultural, responsável por abastecer o mercado local.
As peças produzidas incluíam pratos, travessas, tigelas e outros utensílios domésticos, geralmente em barro vidrado, com decoração pintada à mão ou estampada.