Zeiss Ikon
Zeiss Ikon Company
A empresa
Zeiss Ikon foi fundada em 1926, após a fusão entre quatro produtores de máquinas fotográficas, de nacionalidade alemã: a
Contessa-Nettel, a
Ernemann Werke, a
Goerz, e a
Ica. A
Contessa-Nettel estava sediada em Estugarda, a
Goerz em Berlim e a
Ernemann Werke e a
Ica em Dresden (Elek, 2021).
A
Zeiss Ikon destacou-se na produção de rolos fotográficos, que substituíram os filmes em folha e as placas de filme, tendo em conta, não só a qualidade dos rolos, mas também a possibilidade de tirar entre 8 e 16 fotografias, de acordo com a mesma fonte. Além destes benefícios, as máquinas produzidas poderiam ser dobradas, ou seja, ocupavam menos espaço e eram mais facilmente arrumadas ou acomodadas.
Apesar da produção de equipamentos fotográficos ter consistido na vertente mais relevante da empresa, a
Zeiss Ikon também se destacou pela sua colaboração na produção de instrumentos científicos, nomeadamente, de colorímetros, que eram aparelhos utilizados para a medição do nível da glicémia, ou seja, de açúcar no sangue. A
Zeiss Ikon, nomeadamente, a sua secção sediada em Berlim, colaborou com William Crecelius (1898-1979) e com o assistente deste, Gerhard C. Seifert, na produção destes instrumentos, uma vez que estes tinham descrito previamente como seria possível medir, em contexto laboratorial, o nível de glicémia (Worthpoint, sd). A colaboração tornou a
Zeiss Ikon a maior produtora de colorímetros, na Alemanha, em 1935 (Worthpoint, sd).
A partir daí, a
Zeiss Ikon prosseguiu com o desenvolvimento dos seus equipamentos fotográficos, rivalizando com a
Kodak e com a
Leica. Em 1935, a
Zeiss Ikon lançou a máquina fotográfica
Contaflex twin-lens reflex, que se evidenciou, segundo Elek (2021), por ser muito pesada, cara e avançada tecnologicamente. Detinha medidor de luz (selénio), o primeiro a ser produzido, segundo Elek (2021) e a Del infinito al plano focal (sd), e lentes intercambiáveis (Elek, sd).
Após a Segunda Grande Guerra, a
Zeiss Ikon continuou a desenvolver uma intensa atividade e produção de máquinas e de outros equipamentos fotográficos, mas, a partir da década de 60, a empresa começou a ter dificuldades em competir com as máquinas fotográficas japonesas, que, para além de apresentarem inovações com uma maior frequência, eram mais baratas (Elek, 2021).
Na década de 70, nomeadamente, em 1972, a empresa entrou em falência, tendo sido vendida à empresa
Rollei, e, consequentemente, terminou a sua produção de máquinas fotográficas (Del infinito al plano focal, sd), que tanto a projetou a nível internacional.
Atualmente, a
Zeiss continua representada, através da
Carl Zeiss, segundo a mesma fonte. A empresa centra-se na conceção e produção de instrumentos óticos, mais especificamente, microscópios, binóculos, tecnologia 3D, sistemas planetários e objetos para cinema e fotografia. Em 2005, fundiu-se com a
NYSE-listed Sola International Inc., formando a
EQT III (EQT AB, 2021). O nome Carl Zeiss homenageou o mecânico e produtor (1816-1888), nascido na cidade alemã de Weimar, que produziu e vendeu o seu primeiro microscópio em 1847, continuando a desenvolver instrumentos científicos, especialmente após incorporar na sua empresa o Professor Ernst Abbe (1840-1905), doutorado em física (Paetrow, 2016 cit. por Goss, 2017).