A Casa da Moeda de Lisboa é uma das instituições mais antigas de Portugal, dedicada à produção de moeda e medalhas. A sua origem remonta ao século XIII, quando surgiram as primeiras oficinas de cunhagem sob autoridade régia, garantindo a emissão de moeda oficial para o reino.
Em 1720, a Casa da Moeda foi formalmente organizada como entidade estatal, centralizando a produção monetária em Lisboa. Durante séculos, desempenhou um papel essencial na economia portuguesa, cunhando moedas para circulação nacional e colonial, bem como medalhas e condecorações.
No século XIX, acompanhando a industrialização europeia, a Casa da Moeda modernizou os seus processos: 1854 – Introdução das prensas mecânicas; 1867 – Instalação das primeiras prensas a vapor, aumentando a precisão e a capacidade produtiva. Estas inovações permitiram cunhagens emblemáticas, como as moedas insulanas destinadas aos Açores e Madeira, garantindo maior uniformidade e segurança.
Após a implantação da República em 1910, a Casa da Moeda manteve-se como entidade independente, adaptando-se às reformas monetárias. Finalmente, em 1972, fundiu-se com a Imprensa Nacional, dando origem à Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), que continua a produzir moeda, medalhas e documentos de segurança, sendo hoje uma referência nacional e internacional no setor.