Baixo Relevo

Artes visuais
Manuel José Dias Júnior (1913-1999)
- Autor

Título Alternativo:
Sem Título (cena campestre)
Descrição:
Baixo relevo em madeira de cedro de autoria de Manuel José Dias Júnior, um escultor auto didata açoriano que esculpiu esta peça no ano de 1983, tendo como temática principal a cena campestre de índole açoriana, devido ao traje masculino das três figuras que se evidenciam da paisagem rural. A fundo é possível identificar algumas igrejas e moinhos, instrumentos musicais, alguns símbolos e uma mulher com criança mais ao longe. Nascido no dia 13 de Outubro de 1909, na Freguesia dos Mosteiros, Ilha de São Miguel, faleceu, com a idade de 85 anos, em Ponta Delgada no dia 16 de Abril de 1999. Tendo passado pelo Liceu de Ponta Delgada, definiu não querer prosseguir os estudos de arquitetura que, na altura, pensou experimentar e neles progredir. Desde cedo, foi exemplo característico do homem insular que encarnou, na sua vida e na sua obra, o modelo açoriano de dimensão, natural e espontaneamente, regional. Ao longo da sua vida, superou os limites da Ilha em que nasceu ou viveu. Na sua magnificente obra, projetou-se para além dos limites cronológicos e temporais da sua própria existência. Nado numa família com tradições na atividade empresarial e cultural e com ligações de parentesco em várias ilhas dos Açores, viveu, grande parte da sua vida na Ilha Terceira aonde casou, tendo regressado, nos seus últimos anos à sua terra natal. Para além de uma atividade variada e profícua, dividiu a sua participação ativa, na vida da sociedade açoriana, entre o jornalismo (tendo sido detentor da carteira profissional mais antiga dos Açores) e a criação artística. Na qualidade de publicista, aliás, eminente redator, exerceu em Angra do Heroísmo funções de diretor de um periódico – O Direto – que, embora por entre várias vicissitudes, contribuiu para caracterizar uma determinada época do jornalismo escrito regional, tendo espalhado a sua colaboração deveras pertinente por todos os jornais diários da Região, versando, com sentido de oportunidade e abundante profundeza, os mais diversos assuntos de interesse regional, nomeadamente nas áreas das pescas e dos transportes; relativamente, quem não se lembrará ainda das célebres “Crónicas Sem Título”, difundidas, também, através do emissor do Rádio Clube de Angra. Como artista plástico, legou à posteridade o trabalho valiosíssimo de mais de 1000 peças em “cedro-do-mato” que, embora distribuídas em pouca quantidade, adornam as paredes de instalações públicas e de algumas residências particulares, quer em Portugal como Além-fronteiras. 31.03.2026 [AGCM].
Dimensões:
172 x 215 x 5 cm
Nº de Inventário:
MAH.D.2019.4101
Data de produção:
1983
Material e técnicas
Madeira de cedro (juniperus brevifolia)
Entidade relacionada
Museu de Angra do Heroísmo

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