Roldana

Náutica e Aeronáutica

Título Alternativo:
Roldana do Navio Mazzini
Descrição:
Roldana (polia náutica) semelhante a uma roldana simples de guia fixa, usada em navios para guiar e facilitar o movimento de cabos (cordas) a bordo. Em vez de a corda roçar diretamente no metal ou na madeira, passa pela roda, o que reduz o atrito e evita desgaste do cabo, permitindo mudar a direção da força. No contexto de um navio como o “Mazzini”, provavelmente era usada em sistemas como: manobra de velas (subir/descer, ajustar), amarras ou cabos de carga e aparelhos de içamento (levantar peso com menos esforço). Resumindo é uma peça funcional para desviar ou conduzir cabos com eficiência, essencial em qualquer sistema de cordame de navio. O vapor “Mazzini”, encalhou na Ponta da Barca da ilha Graciosa em 31 de março de 1925, posteriormente desfeito pelo mar. Naquela época e devido às necessidades existentes nas ilhas, sempre que havia naufrágios perto das costas açorianas, os habitantes aproveitavam tudo o que lhes era passível dos navios para proveito próprio. Esta fechadura foi parar à família de Reinaldo Manuel Picanço (fabricantes de caixões), residente na freguesia de Guadalupe nos meados e finais do século XX. Dados técnicos do navio Mazini: navio a vapor construído em 1913 por encomenda da Companhia Hansa de Vapores Alemães, com funções de cargueiro/graneleiro, nos estaleiros navais da Actien-Gesellschaft Weser na cidade de Bremen, Alemanha; o seu primeiro nome foi Spitzfels SS; capacidade - 5 809 toneladas; comprimento - 128 m; largura - 17,13 m; Altura - 9, 02 m; velocidade máxima - 11,5 nós; Propulsão - motor a vapor de tripla expansão com 520 CV de potência. Trajetória histórico-social: Foi adquirido em 1916 pelo governo italiano como esforço de guerra durante a Primeira Grande Guerra, sendo rebatizado como Brescia SS; foi vendido em 1920 à Societá Anonima Cooperativa Di Navegazione Garibaldi com sede em Génova, e rebatizado como Mazzini em homenagem a um dos mais ilustres cidadãos daquela desta cidade - Giuseppe Mazzini (1805-1872) foi um dos heróis do movimento Risorgimento - pela unificação do Reino de Itália; o movimento perdurou de 1815 a 1870 com a anexação de Roma. A última viagem: proveniência - porto de Baltimore (EUA); destino – Argélia; tripulação - 31 tripulantes sob o comando do Capitão Gindo Panozzo; carga - cerca de 6 000 toneladas de carvão; naufrágio - 31 de março de 1925, pelas duas da madrugada; causas do naufrágio - possível erro nos cálculos de navegação agravado pelo facto de ter ocorrido à noite quando não existia ainda farol na costa norte da Graciosa; a ocorrência veio a apressar o projeto de construção do Farol da Ponta da Barca; na noite do naufrágio o mar estava calmo; nos dias seguintes o mar foi entrando no navio comprovando-se ser impossível o seu reboque; perante a fúria do mar, o Mazzini partiu-se em dois no dia 5 de abril de 1925. Pertenceu a Rolando Silva Oliveira mergulhador e instrutor de mergulho, proprietário de empresa turístico-marítima; colaborou nas campanhas da DRaC para levantamento do Parque Arqueológico Subaquático dos Açores; doação realizada em setembro de 2025, no âmbito da Exposição Temporária "Mazzini - 100 anos de naufrágio", produzida pelo Museu da Graciosa. 06-05-2026 [MAB].
Dimensões:
Roldana : A. 11 x L. 5,2 x C. 13 cm
Nº de Inventário:
MG14176
Data de produção:
Séc. XIX (década de 10)

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