TAMBORETE
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TAMBORETE

Taburete [ES]
Stool [EN]
Tabouret [FR]
Hocker [DE]
スツール [JP]
Mobiliário
Portugal (País)
- Produtor

Descrição:
Tamborete em madeira. Móvel de assento. Produção portuguesa, não marcada, circa 1601-1700.

Tamborete em madeira de carvalho, de construção ensamblada, com elementos recortados, entalhados e vazados. De formato retangular, assenta em montantes prismáticos, unidos por quatro travessas também recortadas e vazadas em motivos de enrolamentos. As travessas laterais dispõem‑se a um nível inferior, enquanto as travessas frontal e posterior se localizam mais acima, conferindo maior estabilidade à estrutura e um dinamismo decorativo ao conjunto. O assento é estofado em tafetá de seda verde e rematado com franja de retrós em seda natural policromada, em tons de verde e dourado.

Na época da sua produção, entre os séculos XVII e inícios do XVIII, o tamborete desempenhava uma função complementar no mobiliário doméstico e cerimonial. “Chama-se assim porque tem feição de hum pequeno tambor”, regista Rafael Bluteau no Vocabulário Portuguez e Latino (1712‑1721), sublinhando a relação etimológica e formal deste tipo de assento, que originalmente reproduzia essa forma circular. Trata‑se de uma das primeiras soluções de assento individual, sem braços nem espaldar, concebida para ser leve, portátil e frequentemente fabricada em série, o que favorecia a sua versatilidade no quotidiano doméstico.

Presente tanto em espaços privados como em ocasiões de receção, o tamborete surgia associado a mesas, contadores ou cadeiras de maior aparato, participando na organização funcional e cerimonial dos interiores. A sua mobilidade permitia responder prontamente às necessidades de sociabilidade, ajustando o espaço a diferentes momentos, desde encontros informais a audiências mais formais. Em casas de maior estatuto, integrava igualmente a gramática hierárquica do sentar: enquanto as cadeiras de espaldar eram reservadas a figuras de maior dignidade, o tamborete correspondia a posições de menor precedência, funcionando como marcador visual de etiqueta e hierarquia social.
PEDRO PASCOAL DE MELO / PGRA (Fevereiro, 2026)

Bibliografia consultada:
  • MUSEU Nacional de Arte Antiga; PINTO, Maria Helena Mendes. Os Móveis e o seu Tempo: mobiliário português do Museu Nacional de Arte Antiga, Séculos XV-XIX [Catálogo de Exposição]. Lisboa: Instituto Português do Património Cultural, 1985-1987.
  • PINTO, Augusto Cardoso; NASCIMENTO, J. F. da Silva. Cadeiras portuguesas. Lisboa: A Nova Ecléctica; Olisipo, 1998.

Dimensões:
Totais : A. 51 x C. 51 x L. 40 cm
Nº de Inventário:
PGRA-PS0052
Data de produção:
circa 1601-1700
Material e técnicas
Madeira de carvalho -  Ensamblada, recortada, entalhada e vazada; estofamento em seda (tafetá), com franja de retrós em seda natural
Incorporação:
Adquirido em 1985, durante a vigência do III Governo dos Açores (1984-1988), ao antiquário e colecionador Eduardo Rangel Pamplona Silvano (1924-1999). Integra desde então as coleções da Presidência do Governo dos Açores, estando em exposição no Palácio de Sant'Ana, em Ponta Delgada.

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