POTE DE FARMÁCIA [de um par]

Bote de farmacia [de un par] [ES]
Apothecary jar [from a pair] [EN]
Pot d’apothicaire [d’une paire] [FR]
Apothekertopf [Teil eines Paares] [DE]
薬壺 [JP]
Artes Decorativas e aplicadas
Real Fábrica de Louça (do Rato)
- Produtor (atrib.)

Título Alternativo:
Albarelo [ou] manga de farmácia [ou] canudo de farmácia [ou] vaso de botica
Descrição:
Pote de farmácia em faiança. Utensílio farmacêutico. Produção portuguesa, não marcada, atribuída à Real Fábrica de Louça (do Rato, Lisboa), circa 1767-1800. Compõe um par com: PS0036a (ver: Pote de farmácia [de um par] [PS0036a]).

Faiança rodada, revestida por esmalte estanífero branco e decorada com pintura monocromática aplicada manualmente. A peça apresenta corpo cilíndrico alongado, marcado por estrangulamento central pronunciado e ligeiro alargamento nas zonas superior e inferior. O pescoço é curto, rematado por bordo evertido, enquanto a base alargada assegura a estabilidade estrutural. A superfície exterior encontra-se integralmente decorada por pintura esponjada em azul-cobalto, conferindo um efeito cromático denso, irregular e homogéneo, característico desta técnica. O interior, totalmente esmaltado, garante a impermeabilidade necessária à função utilitária do objeto..

Recipiente usado para armazenar substâncias sólidas ou pastosas (tais como ervas, especiarias, conservas, unguentos e eletuários, mas quase nunca líquidos) destinadas à preparação de drogas farmacêuticas, embora também fosse utilizado como vaso de flores ou para guardar alimentos. Até ao século XVII os potes de farmácia ostentavam o nome do medicamento que continham em rótulos manuscritos apensados, mas a partir do século XVIII essa denominação passou muitas vezes a ser diretamente pintada nos recipientes, de forma abreviada e em latim, língua utilizada até ao início do século XIX.

A título de hipótese de proveniência, esta jarra poderá ter pertencido à coleção do 1.º Conde do Ameal, João Maria Correia Aires de Campos (1847-1920), reunida na sua residência, o antigo Colégio Universitário de São Tomás de Aquino (Ordem de São Domingos), em Coimbra, e posteriormente dispersa num leilão realizado em 1921. A informação provém do antiquário e colecionador Eduardo Rangel Pamplona Silvano (1924-1999), que, em 1986, cedeu  a peça, juntamente com o seu par, à Presidência do Governo Regional dos Açores.
PEDRO PASCOAL DE MELO / PGRA (Julho, 2024)

Bibliografia consultada:
  • BASSO, Paula. Cerâmica farmacêutica e a arte de curar. [Lisboa]: Clube do Coleccionador dos Correios, 2008.
  • CALADO, Rafael Salinas. Faiança Portuguesa da Casa-Museu Guerra Junqueiro: século XVII-XVIII. Porto: Câmara Municipal do Porto, 2003.
  • DREY, Rudolf E. A. Apothecary jars: pharmaceutical pottery and porcelain in Europe and the east 1150-1850. Londres: Faber and Faber, 1978.
  • MUSEU Nacional do Azulejo. Real Fábrica de Louça. ao Rato [catálogo de exposição]. Lisboa: Museu Nacional do Azulejo, 2003.
  • VENTE d'Objets d'Art. Collections Comte de Ameal. Catalogue Descriptif. Lisboa: Empresa de Móveis, 1921.

Dimensões:
Totais : A. 25,5 x D. 11 cm
Nº de Inventário:
PGRA-PS0036b
Data de produção:
circa 1767-1800
Material e técnicas
Cerâmica (Faiança) -  Rodada, esmaltada e pintada
Incorporação:
Adquirido em 1986, juntamente com o seu par, durante a vigência do III Governo dos Açores (1984-1988), ao antiquário e colecionador Eduardo Rangel Pamplona Silvano (1924-1999). Integra desde então as coleções da Presidência do Governo dos Açores, estando em exposição no Palácio de Sant'Ana, em Ponta Delgada.

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